Olá, meus queridos leitores do nosso amado Farol de Itapoá! Parem um instante e pensem naquele simples papel de bala que costumamos descartar sem dó após adoçar a boca. E se eu disser que ele pode virar encanto e realeza? É com o coração transbordando de alegria que compartilho com vocês uma novidade que vai abraçar a nossa alma, enriquecer nossa cultura e colorir os nossos fins de semana.
Nossa cidade acaba de inaugurar a belíssima exposição inédita "Efigênia Rolim: entre o mar e a mata". Para quem ainda não teve o prazer de cruzar com o nome dessa mulher extraordinária, que nos deixou saudades em março deste ano, Efigênia é a nossa eterna "Rainha do Papel de Bala". Imagine só: ela despertou para a arte aos 60 anos e, com mãos de fada, transformou o que o mundo chamava de lixo em esculturas e vestimentas que ganharam o Brasil, marcando presença no Museu Oscar Niemeyer e rendendo a ela a Ordem do Mérito Cultural.
Mas o que faz dessa mostra um verdadeiro presente para nós é o laço de amor que Efigênia teceu com a nossa terra. Por mais de três anos, essa artista genial foi nossa vizinha. Ela caminhou por nossas areias, respirou o ar puro da nossa restinga e observou com carinho os bichinhos que dividem esse paraíso conosco. As obras que agora podemos admirar de pertinho nasceram dessa vivência íntima com a natureza de Itapoá, provando que o nosso mar e a nossa mata não foram apenas cenários, mas as grandes musas da sua fase recente.
Esse resgate emocionante marca também o nascimento do projeto ADEArte, idealizado pela Associação de Defesa e Educação Ambiental (ADEA). Na última quinta-feira, o espaço já respirava emoção em uma pré-abertura lindíssima para convidados, marcando a chegada oficial desse acervo valioso. Porém, o que mais aquece meu coração é o propósito educativo dessa iniciativa, viabilizada pelo Ministério da Cultura com o apoio da Coamo e do Porto Itapoá. Nossos professores da rede municipal já passaram por uma imersão no espaço, preparando-se para guiar cerca de setenta turmas de estudantes em visitas recheadas de aprendizado sobre consumo e sustentabilidade. Ainda teremos oficinas com as filhas da artista e a chance de criarmos, juntos, uma escultura coletiva!
O convite está feito! Venham prestigiar, trazer a família e descobrir como a criatividade pode salvar o planeta. A mostra fica aberta até o dia 20 de dezembro, sempre de sexta a domingo, das 17h às 20h. O cantinho mágico da ADEA fica ali na Avenida Brasil, número 631, no bairro Maresias, e a entrada, vejam só que maravilha, é totalmente gratuita.
Refletindo sobre tudo isso, sinto que a chegada dessa exposição é um divisor de águas para Itapoá. Não estamos apenas ganhando um novo atrativo de peso para encantar nossos turistas; estamos plantando uma semente de sensibilidade no coração das nossas crianças. A trajetória de Efigênia nos ensina que há beleza e esperança naquilo que a sociedade descarta, uma metáfora poderosa para cuidarmos com mais zelo das nossas praias, da nossa fauna e, sobretudo, uns dos outros. Ter esse legado pulsando aqui nos torna uma comunidade mais rica de espírito, mais unida pela sustentabilidade e infinitamente mais humana.
Por Maria Bandeira
Nossa cidade acaba de inaugurar a belíssima exposição inédita "Efigênia Rolim: entre o mar e a mata". Para quem ainda não teve o prazer de cruzar com o nome dessa mulher extraordinária, que nos deixou saudades em março deste ano, Efigênia é a nossa eterna "Rainha do Papel de Bala". Imagine só: ela despertou para a arte aos 60 anos e, com mãos de fada, transformou o que o mundo chamava de lixo em esculturas e vestimentas que ganharam o Brasil, marcando presença no Museu Oscar Niemeyer e rendendo a ela a Ordem do Mérito Cultural.
Mas o que faz dessa mostra um verdadeiro presente para nós é o laço de amor que Efigênia teceu com a nossa terra. Por mais de três anos, essa artista genial foi nossa vizinha. Ela caminhou por nossas areias, respirou o ar puro da nossa restinga e observou com carinho os bichinhos que dividem esse paraíso conosco. As obras que agora podemos admirar de pertinho nasceram dessa vivência íntima com a natureza de Itapoá, provando que o nosso mar e a nossa mata não foram apenas cenários, mas as grandes musas da sua fase recente.
Esse resgate emocionante marca também o nascimento do projeto ADEArte, idealizado pela Associação de Defesa e Educação Ambiental (ADEA). Na última quinta-feira, o espaço já respirava emoção em uma pré-abertura lindíssima para convidados, marcando a chegada oficial desse acervo valioso. Porém, o que mais aquece meu coração é o propósito educativo dessa iniciativa, viabilizada pelo Ministério da Cultura com o apoio da Coamo e do Porto Itapoá. Nossos professores da rede municipal já passaram por uma imersão no espaço, preparando-se para guiar cerca de setenta turmas de estudantes em visitas recheadas de aprendizado sobre consumo e sustentabilidade. Ainda teremos oficinas com as filhas da artista e a chance de criarmos, juntos, uma escultura coletiva!
O convite está feito! Venham prestigiar, trazer a família e descobrir como a criatividade pode salvar o planeta. A mostra fica aberta até o dia 20 de dezembro, sempre de sexta a domingo, das 17h às 20h. O cantinho mágico da ADEA fica ali na Avenida Brasil, número 631, no bairro Maresias, e a entrada, vejam só que maravilha, é totalmente gratuita.
Refletindo sobre tudo isso, sinto que a chegada dessa exposição é um divisor de águas para Itapoá. Não estamos apenas ganhando um novo atrativo de peso para encantar nossos turistas; estamos plantando uma semente de sensibilidade no coração das nossas crianças. A trajetória de Efigênia nos ensina que há beleza e esperança naquilo que a sociedade descarta, uma metáfora poderosa para cuidarmos com mais zelo das nossas praias, da nossa fauna e, sobretudo, uns dos outros. Ter esse legado pulsando aqui nos torna uma comunidade mais rica de espírito, mais unida pela sustentabilidade e infinitamente mais humana.
Por Maria Bandeira